Pódio, A hora chegou

Rafael S. Diegues

Certo dia, um amigo chegou para mim e me avisou de uma competição, se tratava de um Travessia noturna.Eu no começo me empolguei e logo quis fazer a inscrição da prova, e la estava eu no Clube de Regatas Vasco da Gama fazendo minha inscrição.

Na mesma semana "infelizmente" o tempo tinha mudado completamente, estava um tempo frio, instável, e o outono agradável tinha se tornado um inverno muito forte num piscar de olhos. Comecei a ficar preocupado com isso pois meu objetivo no ano 2000 é o Biathlon, e não queria pegar uma gripe ou uma queda de anticorpos numa prova que não valia tanto para mim até o momento.

Sexta-Feira, um dia antes, estava nadando e fazendo um treino ótimo e o tempo vira, começa um temporal, e a academia até perde a energia elétrica pôr uns instantes, neste momento pensei comigo mesmo que uma de minha vontades que era fazer uma travessia noturna tinha ido pôr água à baixo.

Assim meio decepcionado fui para casa , e torcia que o tempo mudasse, e dormi.

Sábado dia da prova, acordo, primeira coisa que faço é olhar a janela, o tempo está nublado e está muito frio, foi nessas horas que entraram o apoio de meus familiares a amigos, neste momento minha mãe "implorava" para mim fazer a prova, e junto com ela dois amigos meus que fizeram a travessia e um que não fez, um dos se chama Marcelo Péri, grande nadador, o outro Paulinho, biatleta, e pôr ultimo Marcelo Peres Neves, o meu grande companheiro em treinos, ele não fez a prova mas me incentivou muito.

Pronto 18:00, ainda não tinha decidido nada, a prova estava marcada para as 20:00, e durante o banho decido que vou fazer a prova.

Saiu de casa junto com meus pais e meu irmão, e as 19:30 chego na Praia do Gonzaguinha, lá tiro meu casaco, e fico de sunga só, e sinto o frio entrando pelo corpo, mas não desistiria mais naquele momento, agora era só esperar a largada.

Chegou a grande hora, minha categoria largava juntos com as "estrelas" e isso me deixou animado, pois podia ir no pé de alguém, pôr algum tempo.

Largamos, o que já era escuro, meu óculos escureceu mais ainda, e ficou difícil a visão no começo, consegui me segurar no segundo pelotão até a Segunda bóia, depois fiquei um pouco para trás, mas ainda na frente de muitos nadadores, agora da primeira, para a Segunda bóia devia Ter uns 700m, e foi aí que a visão influenciou muito, me perdi pôr alguns instantes, e um outro nadador que também foi para junto comigo, me avisou do percurso certo e fomos juntos, puxamos um ritmo bom, e passamos denovo os nadadores que tinham nos passado na hora em que se perdemos, pronto, estava virando a segundo e ultima bóia quando derrepente meu braço esquerdo começa a queimar todo, eu fiquei meio nervoso com a situação, e parei, e o outro nadador foi, embora, e logo que olhei, percebi que era apenas água viva e que não tinha afetado quase nada, então, bola pra frente, e forcei muito e cheguei no pé daquele nadador quando ele já estava quase em pé, então golfinhamos juntos e demos um sprint, não consegui pega-

lo, mas vendo meus familiares gritando meu nome me deixou muito feliz, pois foram apenas 900m, mas era à noite e isso influenciava muito mesmo, mas a alegria estava apenas à começar.

Pronto, os resultados saíram, e eu fiz em 15:00 minutos cravados, não foi um tempo bom, até ruim perto dos primeiros colocados, mas com esse tempo consegui pegar o quarto lugar na minha categoria, e me proporcionou uma alegria maravilhosa ao saber que iria subir ao pódio a primeira vez, e subi, na hora que recebi o troféu, não fiquei emocionado, mas determinado a treinar muito mais, pois um dia queria estar no topo do pódio onde estava meu amigo Marcelo Péri, que ganhou, isso me motivou totalmente e me fez treinar bem mais, e ai consegui meu segundo pódio, essa já é uma outra história.

Rafael S. Diegues

E-mail: dieguess@unimes.com.br