Vencer, vencer,vencer...

Pode-se não ser preparado para vencer, mas certamente não se é preparado para perder. Ser vencido ou viver a turbulência de uma derrota, pode leva-lo a uma série infindável de questionamentos, que irão fazê-lo remoer o que deveria ter sido ou não feito. Para aqueles que estão no triathlon, mirem-se nos exemplos dos esportes mais antigos, fortalecendo o espírito de equipe. Se a derrota é comparável a dor da perda de alguém próximo, após a tempestade, terá, caso não ocorra naturalmente, de criar a calmaria. É certo que a sensação do fracasso leva ao desespero, mas lembre-se, nada é eterno... Raiva e vergonha, não levam a nada, pelo contrário, dificultam. Se a raiva pode transparecer, a vergonha pode inibir. Vários profissionais já manifestaram este quadro, demonstrando mágoas e rancores, mas de que adianta? Sem dúvida é difícil, entretanto encare como algo normal, pois se não venceu, tenha em mente que apenas um será o campeão. A maioria das estruturas são piramidais e os avanços tecnológicos diminuem consideravelmente o número de vencedores. Fica a dica, "levante, sacuda a poeira e dê a volta por cima".

Luís Henrique Longo