Entrevistas

RICARDO SANTOS

Com 33 anos de idade, Ricardo Santos é o primeiro brasileiro classificado para o IronMan do Hawaii de 2001, terminando a prova da Florida em 6º lugar na categoria profissional e 8º geral.

 

 

TotalSport - Ricardo, conte um pouco do seu retrospecto no Triathlon, principais provas e quando começou a correr em provas longas, adversários do passado e do presente.

Ricardo Santos - Iniciei em 95 após 8 anos no atletismo, fazendo provas de Fundo e provas de Rua. De 95 a 97 me dediquei mais as provas de Duathlon conquistando o vice campeonato brasileiro em 97, também sempre participei das provas do Troféu Brasil obtendo o vice Campeonato na categoria 25-29 anos. Internacionalmente fui para ao Mundiais de Duathlon em 95 (Cancun/ México) e 98 (San't Wendel / Alemanha). A idéia de fazer Ironman na verdade foi de minha treinadora, por acreditar numa melhor performance em provas deste tipo, isto foi em 99 para o Ironman de Porto Seguro, onde obtive em minha estréia o 1º lugar no amador geral, 1ºna Categoria 30-34 e 11º lugar geral . Com o Tempo de 9:20.

TS - Em 1999 você conseguiu sua vaga para o Hawaii correndo na categoria 30-34 em Porto Seguro, neste ano você correu na categoria profissional, e não conseguiu a vaga. Não correr no Hawaii este ano foi uma decepção?

RS - Foi até certo ponto, porque tínhamos feito uma boa periodização para a prova, e quero estar no Hawaii todos os anos, pois esta passou a ser meu objetivo principal, pela satisfação que senti de estar lá em 99. Mas devido a ter tido um inconveniente de descobrir que o quadro da minha Bike estava quebrado, quando estava colocando-a na mala de viagem, tive de competir com uma Bike emprestada. O resultado em Porto Seguro, 13º Profissional e 18º geral acabou - se tornando um bom resultado.

TS - Foi difícil a decisão de correr novamente como profissional na Florida, ou você considerava um risco menor por ser uma prova muito perto do Hawaii e os principais concorrentes não estariam na prova?

RS - Devido aos resultados do ano anterior, decidimos em 2000 atuar como profissional, também escolhemos a Flórida pela possibilidade de fazer mais um Ironman este ano, mas é claro que tínhamos a esperança de um bom resultado.Devido a proximidade do Ironman do Hawaii achamos que nem todos os triatletas de renome estariam presentes, mas não foi bem assim, justamente este ano a diferença entre as duas provas foi de 3 semanas e uma grande parte dos triatletas que foram para Kona foram também para a Flórida, como: Olivier Bernard, Petr Vabrousek ( 1º col.Ironman Ásia e África do Sul ), Anssi Lethinen (3º col. Ironman Lanzarote e Flórida), Wolfgang Dittrich (3º col. Hawaii 93), o que tornou a prova muito competitiva a nível de colocação.

TS - Sua maratona foi a 4ª geral da prova, o ciclismo o 21º geral e a natação somente a 488º geral. Com estes tempos podemos falar que o IM é uma prova para corredores? O IM começa na Maratona (como muitos falam)?

RS - Não, acredito que no Ironman vem do conjunto de um bom ciclismo e uma boa corrida, pois iniciei o ciclismo em 488, mas entreguei a bicicleta entre os 35 colocados e terminei em 6º Profissional e 8º geral.

TS - Para os atletas que estão interessados em correr na Florida no ano que vem, que dica você dá sobre o circuito, a cidade e a prova de um modo geral?

RS - O circuito é muito bom para quem quer melhorar o tempo, pois é totalmente plano e com pouco vento. Pelo fato da prova acontecer no inicio do inverno Americano e ser uma cidade de praia nesta época esta bem tranqüila. A prova tem uma organização do nível do Ironman do Hawaii , para vocês terem uma idéia a estrutura da transição já estava montada com 5 dias de antecedência do inicio da prova, o único risco, é a alteração das condições climáticas o que ocorreu 2 dias após a prova, tornando o mar revolto e ventos muito fortes.

TS - Quais serão as próximas competições (além do IM do Hawaii), você irá correr Floripa?

RS - Antes do Ironman de Florianópolis devo fazer dois ½ Ironman internacionais, em função desses resultados será definida a participação em Floripa. Pois já estando com a vaga garantida farei uma preparação específica visando o Hawaii 2001.

TS - Ricardo, obrigado pela entrevista e parabéns pela conquista desta tão sonhada vaga por tantos atletas.

RS - Eu que agradeço a oportunidade, e parabéns pelo seu site que torna a comunidade do triathlon informada e ligada. Aloha para todos